Uma das modelos mais famosas do mundo nos anos 90, a canadiana Linda Evangelista usou as redes sociais para informar que ficou bastante desfigurada devido a um efeito colateral do Coolsculpting. A ex-top model, atualmente com 57 anos de idade, pretendia diminuir as suas células adiposas, mas no seu caso, o resultado acabou por ser o oposto do esperado. Linda Evangelista crê que não tem trabalho e prosperidade profissional como ainda colegas suas, por ter ficado ”brutalmente desfigurada” pelo procedimento Coolsculpting da Zeltiq Aesthetics. Em relatos feitos através da sua conta de Instagram e num exclusivo à revista norte-americana People, a ex-top-model conta que o procedimento aumentou as suas células de gordura em vez de as diminuir. “Deixou-me completamente desfigurada, mesmo depois de passar por duas cirurgias corretivas dolorosas e mal sucedidas. Afirma Linda Evangelista.
No entanto, após conhecer a história da ex-top-model canadiana, devemos tentar perceber o que pode ter realmente falhado e como a Zeltiq Aesthetics pode esclarecer o sucedido.
O Coolsculpting é clinicamente testado e desenvolvido de forma a prever ou a evitar no futuro qualquer efeito secundário possível. Um de vários estudos da Zeltiq Aesthetics já provou que o Coolsculpting é contra indicado em pessoas com crioglobulinemia, uma doença dos vasos sanguíneos em que alguns anticorpos se tornam insolúveis nas partes do corpo onde a temperatura é menor que 36º. É também contraindicado aos portadores de aglutininas frias que é um tipo de anemia hemolítica auto-imune definida pela presença de anticorpos ao frio e com a hemoglobinúria fria paroxística, que é um subtipo muito raro de anemia hemolítica auto-imune, causada pela presença de anticorpos reativos ao frio no sangue e caracteriza-se pela presença súbita de hemoglobinúria, geralmente após a exposição a temperaturas frias. Posto isto, é talvez importante saber se realmente todos os procedimentos adequados foram tidos em conta e muito importante ressalvar que este procedimento estético deverá ser sempre realizado por um profissional de saúde especializado para que o possa executar de uma forma segura e tendo em conta todos os estudos clínicos efetuados antes.
O que podemos concluir com este lamentável efeito secundário é que o que a supermodelo teve foi um efeito secundário raro: hiperplasia adiposa paradoxal (HAP), que fez com que o tecido adiposo afetado aumentasse e se expandisse ao invés de diminuir. As suas células de gordura aumentaram partes do seu corpo em vez de diminuírem. O efeito secundário que aconteceu a Linda Evangelista é raro e irreversível que só acontece a 1% dos casos. A hiperplasia adiposa paradoxal não é um efeito comum após o Coolsculpting, é uma complicação rara e de baixa incidência. É uma reação que não tem como ser prevista.